Domingo, Novembro 29, 2009

sens

Escovo a membrana dos neurônios
Pisoteio o que é sério
Rebobino o ano e eis-me no novo

Brioches e Briófitas talvez cairiam bem em um poema.

>

Cafungo o mundo e o seu gogó.

Chave-palavra: essa mestra

Espia pelo buraco das palavras
E abre sua chave com o caminho

Ofício

(A)guardadora de palavras

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Mis(s)e

E uma pequenina galeria de fotos, do antes e o depois. A tia, sem explicação alguma, mudara de semblante e de peles, de pêlos e de vida. Estava acabada, doente. Passara a mulher as fotos para outra mulher a quem confiava a enfermidade da Tia. A mulher rezaria, levaria a um grupo muito religioso. E eu ali vendo de relance: está doente a tia? O que ela tem?. "Ah, só Jesus..." - frase regada a olhos marejados. "É possessão demonía", em tom solene, meio ameaçador tanto quanto disfarçado, dizia a confidenciada, "a maioria de problemas com loucura é de ordem espiritual.Vou levar esse material para a reza".

Concordei, muito firme com o dito, cheia de medo.

Apesar do racionalismo, gosto de crer nas pessoas como se geralmente me tutoriassem, superiores. Gosto de crer no medo que o popular provoca, nas ranhuras que se dependuram ao longo dos corpos, nas promessas de choros: o medo me abisma.

O ânimo eriçado por palavras sem comprovação, na terra do pode ser como regra. O tom tão veemente do improvável que alicia meus sentidos tendente.

Eu quero é cair em armadilhas.

Eu escolho onde meus olhos caem.

Timing

Se não tivesse cincado tanto, o quatro logo viria.

Domingo, Novembro 22, 2009

Aquelas coisas

Falta aquele senso diamante bruto...

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Das caerenças

Qual a sua ralação semblântica?
Quero ser cantriz...

Domingo, Novembro 08, 2009

tira

Pelas frestas da nuvem, a fuga do sol. Um nascimento em pleno asfato: pelas frestas dos carros, as motos, vivas. Nas frestas dos olhos, aquilo que se vê. Luzes de epifanias pelas frestas da noite escura. Tudo traz em si aquilo que - não - pode ser. Fritam líquidos na secura da melancolia. Evanescem as tampas pelo cheiro azedo que burla o claustro. Vencem os pelos pelas frestas da pele. A língua perfura a boca fechada, fachada.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

E todos os dias...

...ele produzia o orgulho que sentia dela.